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09-03-2011 -
Caem os pedidos de
falências em Suzano
A Associação Comercial e Empresarial (ACE)
de Suzano registrou queda de aproximadamente
62% nos pedidos de falência apresentados por
empresas suzanenses. A instituição divulgou
ontem um levantamento revelando que a
quantidade caiu de 13, em 2009, para apenas
cinco no ano passado. O mesmo estudo apontou
que o número de concordatas requeridas se
manteve o mesmo no período, com apenas um
pedido em cada ano.
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Para o presidente da ACE Suzano,
André Maurício Loducca, a redução
nos pedidos de falências sinaliza
que as empresas acabaram
beneficiadas pela atual estabilidade
econômica do País. O comerciante
destacou ainda o sucesso da Lei de
Falências, que estabelece meios de
recuperação judicial para as
empresas que passam por problemas
financeiros.
“Com certeza este dado tem a ver com
a saída do Brasil da crise mundial
instalada em 2008. Muitas empresas
brasileiras passaram por
dificuldades neste período, que se
estendeu até 2009, e por isso houve
aumento na quantidade de
solicitações de falência”, disse.
“Agora, com a estabilização da
economia, as empresas estão mais
seguras, então o índice tende a
cair”.
Apesar de elogiar o número, Loducca
ressaltou que o índice de
mortalidade de empresas nos
primeiros anos ainda é muito grande
no Brasil. Um dos motivos que levam
os empresários à bancarrota é a
falta de preparo. |
“Vários estudos apontam o Brasil como um
País onde as pessoas têm o espírito
empreendedor, e com estas notícias
positivas, como a estabilização econômica e
queda nos pedidos de falência, a tendência é
que as pessoas se animem e busquem estas
iniciativas”, comentou. “Só que o despreparo
ainda é muito grande. Por isso o Sebrae
(Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas) e a ACE estão buscando
trabalhar com a profissionalização”.
Com base nestes dados, o presidente da
Associação Comercial e Empresarial alertou
aos futuros empresários para tomarem cuidado
com 2011. “O ano passado foi um período já
de consolidação após a crise, mas 2011, pelo
menos em minha opinião, deve ser um ano bem
mais complicado”, disse. “Fatores como a
instabilidade política mundial, cortes
orçamentais divulgados pelo governo e até
mesmo o combate à sonegação devem
influenciar muito a vida de alguns
comerciantes”.
Fonte: Diário de Suzano
Redação: Ramon Barrueco
Data: 05/03/2011
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